Sábado, 21 de Março de 2009

CURTO CIRCUITO

 A diferença de tensão normalmente provoca um choque e, de facto, nestes últimos tempos acho que se tem perdido tempo demais com palavras e esforço intelectual “chocantes” que bem poderiam ser utilizados para gerar energias positivas.

Em todos os tempos houve dificuldade(s) e crise(s) - lembro-me que os meus pais me contavam que uma sardinha dava para três e que carne com fartura só se comia no Domingo Gordo de Carnaval - e é por estas e por outras coisas que todos discutem e opinam - lançam bitaites, à boa moda do porto - sem darem conta que estão a fazer uma acumulação de “energia estática negativa” com choques que dia após dia atordoam os nossos sentidos e nos colocam num “beco sem saída”.
Todos temos os nossos momentos “mais complicados” a vários níveis - seja ao nível financeiro, familiar, social e até afectivo - mas de facto só saltando o muro desses becos, trepando essas paredes íngremes e complicadas com determinação, força, entreajuda, verdade e coragem poderemos experimentar outras sensações e obter soluções para o que esteve e nos fez ficar mal… se não optarmos por este “hobby” de alpinismo, a verdade é que nunca experimentaremos “novas” visões - oportunidades que a vida gratuita e continuamente nos dá, pedindo apenas a nossa força e coragem! Até aqui, será tudo mais ou menos consensual. O problema acontece quando tentamos descobrir quais são os motivos da verdadeira crise e constatamos que grande parte deles reside em todos nós sem excepção… Não sabemos falar verdade, não sabemos ser racionais e não sabemos ter vontade de compreender e ajudar… somos egoístas! Esta verdade de facto reflecte-se até na forma como tratamos o animal de estimação: normalmente utilizamos o pronome possessivo “o meu... cão” quando na verdade ele não é “escravo”… foi apenas domesticado mas continua Senhor da sua vida e reage (por instinto) às nossas atitudes. No meio destes “egoísmos” outra verdade de facto é a de que as moedas tem duas faces, e na vida e no trabalho esta realidade também se aplica: há direitos, sem dúvida, mas também existem deveres…
É verdade que existem “disparidades” nos vencimentos, nas reformas (…) é verdade que existem situações de pobreza miserável, é verdade que os ricos ficam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, é verdade que muitos não sabem o que fazem a vários niveis… mas também é verdade que, nos deixamos alimentar por todas estas e outras “energias negativas renováveis” e não colocamos os problemas em perspectiva fazendo com que desse “roçar” de energias surja um “curto-circuito” que nos faça aderir ás “novas energias positivas e renováveis” - que agora até são comparticipadas pelo governo em 50%...
A brincar, quero com isto dizer que a capacidade de “dar a volta” está dentro de nós e não fora como apregoam por aí alguns “papagaios” ao culpar isto e aquilo, este ou aquele da crise em que mergulhamos… a verdade tem que ser dita e neste momento (como em quase todos os outros) é necessário mais acção e menos palavras negativas…
Sei - porque também eu tenho sentido, e muito, isso na pele - que é difícil deixar de pensar na renda da casa, na prestação do crédito ou do carro, no dinheiro que é necessário para o essencial, no extracto do multibanco que cada vez tem menos casas decimais… sei, acreditem. Mas aprendi e todos os dias faço força para colocar no outro prato da balança as coisas boas que ainda sei fazer e as gotas de suor (e lágrimas) que surgem do meu trabalho e do trabalho de outros que vestem a camisola, acreditam e partilham desta atitute, para assim conseguir equilibrar o fiel da balança da vida como ser humano… nem sempre o prato das coisas boas é o mais pesado… mas a verdade é que, como em qualquer balança, basta dar um impulso determinado, mais forte e mais ousado para sacudir o outro prato e equilibrar, ainda que momentaneamente, o fiel da vida… o fiel do trabalho… o fiel da verdade!
É preciso ficarmos “chocados”… não com todas estas “energias negativas” que nos circundam, mas sim com “energias positivas” nossas e de outros para que nos provoquem um “curto-circuito” e façam ver que também nós podemos… basta que, como referiu Ram Charan, cada um de nós e em especial quem tem responsabilidades e qualidades inatas de liderança, mantenha a integridade e credibilidade e nunca defenda aquilo em que não acredita… numa só palavra, basta sermos verdadeiros!
 

 

Paulo / Março de 2009

ppp do Paulo às 18:14
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