Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

DIA ESPECIAL

Meus Caros, hoje é um dia muito especial para mim pois tenho uma vez mais a possibilidade de estar, ver e partilhar um momento com aqueles que amo e aprendi a amar. Se há dias em que me faltam as palavras, hoje é um deles... faltaram-me no jantar de ontem com um amigo, faltaram-me no café que tomei com outros amigos, faltaram-me para responder às sms's que a partir da meia-noite começaram a chegar, faltaram-me nas ligações telefónicas de amigos distantes... até me faltaram quando cheguei a casa e como é normal fui dizer "boa noite" aos meus pais... a todos os que hoje de alguma forma estiverem comigo, eu dedico estas palavras...

 

Obrigado Pai, que por amor me deste a vida...

Obrigado Mãe, que até na tua dôr sempre foste querida...

Obrigado Amigos, que na vida me acompanhais...

Obrigado a Ti, que no silêncio compreendes os meus sorrisos e os meus "ais"...

 

Paulo / 29.06.2006

Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

GERAÇÃO DO AMOR

Muitos de nós começam já a gozar o seu merecido e desejado período de férias... Vamos descansar do trabalho, dos aborrecimentos, dos ditos... vamos essencialmente ter tempo para nós e para aqueles que mais amamos! Não esqueçamos que somos uma geração do amor... fica aqui uma "dica caseira" das passeatas que vou fazendo (quando tenho um tempinho) em formato de vídeo para animar as vossas férias - a música também dá uma ajudinha!

No final do vídeo (se tiverem paciência para lá chegar) vão reparar que aparece uma legenda a dizer "Bom Ano Novo"... não é erro nenhum; é que o vídeo foi feito para ser projectado nessa altura; mas a verdade é que também depois de férias, supostamente, regressamos como novos... por isso a legenda até não fica despropositada.

Para vêr o filme, clique aqui >http://video.google.com/videoplay?docid=-8585194142150541018

Boas férias!

 

CHEIO DE AR

Quando eu era pequenito, adorava o tempo de festas populares que no meu Porto se viviam principalmente em dois pólos: nas Fontaínhas e na Boavista. Apesar de em quase todos os bairros haver bailarico e concentração de foliões, eram milhares os que acorriam a estes dois pólos para ver as rusgas e participar na tradicional batalha campal da martelada, do alho pôrro e da erva cidreira... Lembro-me até que numa dessas noites a caminho da Boavista corria pela Rua de Nossa Senhora de Fátima abaixo, larguei a mão dos meus pais e de martelo na mão (e de cabeça erguida) cruzei-me com um valente poste de iluminação pública que imediatamente me condecorou com uma rachadela de cabeça, prontamente assistida no posto de enfermagem da Cruz Vermelha, de onde segui para o “campo de batalha” de novo de cabeça erguida... e partida! Gostava e gosto de vêr o lançamento do balão, de vêr as pessoas de nariz no ar e ouvir o “ó patêgo, olhó balão”... já mais velhinho – deveria de ter aí os meus vinte e poucos anos – aventurei-me no lançamento do primeiro balão, que não correu lá muito bem... com o tempo – e a idade – aprendi e tomei-lhe o geito e hoje já sou quase um mestre lançador de balões....

No meio de todas estas recordações, fico a pensar no que mudou... Ainda neste S. João presenciei uns “gandins” que em vez de dar as tradicionais pancadinhas se divertiam a martelar com a parte dura do martelo a cabeça de alguns desprotegidos, outros absorviam litros de cerveja e depois gastavam as fermentadas calorias numa corrida até às areias das praias da foz, uma outra senhora (que aparentava ter idade para ser avó) abriu literalmente as goelas com os habituais pronomes impessoais apenas porque um amigo meu tentou estacionar no lugar do contentor -  e lá tive eu de intervir acalmando e exaltando ao mesmo tempo... é aqui que eu páro para pensar...

Conheço pessoas que são agressivas por natureza ou que não dispensam o lançamento de umas bocas... 

Nestas coisas de ser agressivos, de mudar habitos, de discutir, de mandar uns “bitaites” nós somos exactamente como os balões de S. João: estamos cheios de ar por dentro!

Quando acendemos a mecha no balão, o ar que está dentro vai aquecendo e ao atingir uma determinada temperatura, faz o balão subir atraindo a atenção de todos... Se é certo que uma discussão ou um boato, quando sobem de tom, atraem a atenção dos olhares e narizes de muitos “patêgos” certo é também que, são apenas momentos em que o que ar quente nos fez inchar e mais cedo ou mais tarde irá arrefecer, sepultando o balão – já sem luz – numa qualquer valeta do esquecimento. O meu avô dizia-me muitas vezes na aldeia que quando um carro de bois chiava muito, era sinal de que ia vazio, sem nada dentro, e a minha avózinha lembrava-me muitas vezes que tudo o que incha, desincha e passa... lá tinham as suas razões de douta sabedoria, apesar de serem gente com poucos estudos!   

 

Caríssimo(a) Amigo(a):

Vale a pena aproveitar estas férias para arrefecer os animos, renovar o ar que temos dentro de nós e deixar as discussões e os “bitaites” numa qualquer valeta da estrada da vida. Bem sei que é dificil, pois ninguém gosta de perder e a resposta gera necessariamente uma resposta – no meu tempo de escola primária era uma pergunta que gerava uma resposta – e se a dita vem agressiva, só faz aumentar a agressividade. Muitas vezes, são estes “aquecimentos” que nos fazem subir deixando-nos vulneráveis a qualquer pequena corrente de ar que nos poderá entortar e incendiar... Quantos amigos se separam, quantos casais se desentendem, quantos filhos se desviam, quantos colegas de trabalho perdem a confiança, apenas porque o ar simplesmente aqueceu. Que o balão da nossa vida pessoal e profissional sirva essencialmente para nos fazer subir na vida, cheios de calor humano que nunca acaba e nos leva mais alto e mais além.

Umas boas férias para todos.

Paulo / Junho de 2006

Quinta-feira, 8 de Junho de 2006

UM BOM VENENO

O tempo e o peso dos anos fazem-nos amadurecer e começar a perceber que algumas vezes nem tudo o que parece, é! Ás vezes interrogo-me sobre o que levará as pessoas (eu também me incluo) a reagirem quase sempre compulsivamente, sem fazer um esforço por compreender. Chego à conclusão de que muitas vezes os “venenos biliosos” libertados pelo fígado e lançados na corrente sanguínea são os principais responsáveis pelas desavenças, guerras e até mortes que vão acontecendo à nossa volta; outras vezes parece-me que as adrenalinas libertadas na mesma corrente sanguínea não actuam como deviam e claro, fazem-nos vacilar, desconfiar e ter até medo de dar o primeiro passo ao encontro do outro. É interessante esta lenda chinesa que demonstra o poder desses venenos...

 

Uma rapariga chamada Lili casou-se e foi viver com o marido e a sogra.

Depois de algumas semanas, começaram os desentendimentos entre a sogra e a nora. As suas personalidades eram muito diferentes e facilmente entravam em choque - Lili irritava-se com o habito que a sogra tinha de a criticar com contundência. Passaram-se alguns meses e as discussões eram cada vez mais bravas mas, de acordo com antiga tradição chinesa, a nora tinha de se curvar à sua sogra e lhe obedecer em tudo. Lili já não suportava conviver com a sogra e decidiu tomar uma atitude. Foi visitar Huang, um amigo do seu pai, que depois de a ouvir, deu-lhe um pacote com ervas dizendo:

- Estas ervas venenosas são muito fortes e não se podem usar de uma só vez para se livrar da sua sogra, porque poderá causar suspeitas. Terá que ser um processo lento e por isso, de dois em dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. E para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, tenha muito cuidado... seja amigável com ela e sobretudo não discuta. Eu ajudo-a a resolver seu problema, mas você tem que seguir à risca estas instruções.

Lili voltou apressada para casa afim de dar início ao lento processo de envenenamento da sua sogra e de dois em dois dias servia a comida “especialmente tratada"… era muito amável, controlava o seu temperamento, obedecia à sogra e tratava-a como se fosse a sua própria mãe. Seis meses depois, havia outro ambiente naquela casa! Lili quase nunca se aborrecia e não tinha nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de lidar. Lili procurou de novo Huang e pediu-lhe:

- Sr. Huang, eu quero um antídoto para evitar que o veneno mate a minha sogra! Ela é uma mulher agradável e eu amo-a como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.

Huang sorriu e acenou com a cabeça.

- Não se preocupe Lili. As ervas que eu lhe dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava apenas na sua mente e na sua atitude, mas felizmente foi substituído pelo amor que você lhe passou a dar!

 

Meus caros:

A maior parte dos venenos que nos invadem não passam de realidades subjectivas, retocadas artisticamente com pinceladas de mestre da nossa imaginação. A nossa sorte é que vamos encontrando gente que nos receita umas ervas de amizade, de amor e de fé que acabam por ser vitaminas de fortalecimento e antídoto para os venenos residuais que dia a dia tomamos. Na minha vida, não prescindo de uma coisa que, tenho cada vez mais a certeza, é a vitamina equilibrada do meu ser: Amar!

É difícil, dirão uns… não é bem assim, dirão outros… outros ainda dirão que é preciso haver química, é preciso haver um clique! Bem… sejamos práticos, concisos e humanos… só quem ama os outros poderá ser amado, logo da mesma forma, quem envenena os outros, poderá ser envenenado… Está nas nossas mãos ser a vitamina do mundo…

 

Paulo | Junho de 2006  

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