Terça-feira, 25 de Julho de 2006

ESTRADAS DA VIDA

Na minha vida profissional, ando muitas vezes de automóvel e viajo de um lado ao outro para realizar reuniões com clientes e com potenciais clientes...
São muitas horas e muitos quilómetros de estrada em que muitas vezes “ando para pensar” na vida, nas pessoas e no mundo em que vivo... para estas viagens na minha terra utilizo uma viatura de serviço para uso total (...) que me foi atribuida por esta nova administração da empresa, mais segura do que a anterior, mais confortável e com um leitor de Compact Disc que nestas andanças solitárias é a minha companhia...
Ao longo destas estradas da vida, encontro bons condutores, maus condutores e outros que se tem a licença de condução devem tê-la arranjado “a presunto” como se dizia no meu tempo...
De facto, não sou propriamente um exemplo de condução segura nem tão pouco um bom condutor mas graças a Deus, até hoje nada de muito grave provoquei ou me aconteceu.
Talvez por isso, alguns dos rapazes do meu grupo de amigos tenham comigo aprendido a dar os primeiros quilometros ao volante... e depois lá foram “tirar a carta” e agora alguns deles até, são literalmente os “instrutores sem licença” que ensinam os outros mais novos – é como se fosse uma herança que se transmitiu de pais para filhos!
Mas o ppp de hoje surge noutro contexto...
Um dos meus amigos diz que quando não sabe o caminho ou quando se perde, volta ao ponto de partida (a casa) e é de novo a partir daí que reinicia o trajecto para o seu destino final... e assim não se perde (diz ele)...
Pois bem... nestas coisas das estradas da vida, acontece a mesma coisa.
Muitas vezes não sabemos o caminho a seguir e acabamos por nos perder, outras nem mesmo com as placas de informação à nossa frente sabemos “lá ir ter” e metemo-nos em atalhos – e lá diz o povo que “quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos”.
Outro amigo meu, prescindiu da viatura automóvel e agora quando alguém o deixa "pegar no volante"... valha-me Deus!
À minha gente, eu costumo dizer que não é a carta de condução que nos faz condutores... nem é o tipo de carro que nos faz conhecedores – tal como na vida!
O conhecimento da estrada ás vezes é também um falso argumento de profissionalismo pois numa qualquer curva da vida podemos apanhar um pouco de areia e perder o controlo do carro, resvalando para uma qualquer ribanceira.
Então afinal o que nos faz bons condutores?
Ainda estou para descobrir... mas de uma coisa eu sei... até os bons profissionais da condução têm acidentes e já conduzem há muito tempo ou têm muita habilidade – mas não é tudo.
Os automoveis que temos na vida - sejam eles pessoais ou profissionais - são simples máquinas e obdecem ao nosso comando que algumas vezes é deficitário apesar de termos o “curso” ou formações específicas e muitos anos de experiencia ao volante. Não basta ter a carta de condução há muito ou pouco tempo, ter um bom carro e conhecer bem as estradas para ser um bom condutor... é na conjugação destes factores em simbiose com os dos outros condutores que encontramos nas estradas, que efectivamente contribuiremos para a diminuição da sinistralidade. A repressão com multas também faz efeito, confesso e bem o sei, mas não creio que seja definitivamente a melhor solução... se pensarmos um pouco concluiremos que nos acidentes da vida entra também o factor clima, condições da estrada e e outros...
 
Meus caros,
Vamos para férias (eu também e bem preciso) e muitos vão estar com o volante à sua frente, nos caminhos até destno do descanso...
Aproveitemos este tempo a nível pessoal e até a nível profissional para aprender a conduzir melhor... ninguém conduz na perfeição o carro da vida pessoal ou profissional!
Não basta ter “licença” para conduzir...
Não basta ter um um bom carro para ser um bom condutor...
Não basta conhecer as estradas e os atalhos para chegar ao destino...
É importante contar com os outros na estrada da vida e saber que os caminhos que hoje calcorreamos, poderão ser também calcorreados por outros... no mesmo sentido... ou até em contra-mão! É importante percebermos que não estamos sozinhos na estrada da vida pessoal ou profissional e que esses mesmos caminhos não são nenhuma arena de gladiadores; são apenas palco para nos aperfeiçoarmos e demonstrarmos a nós mesmos que apesar de saber muito, ainda nos falta aprender muito principalmente dos outros condutores.
A todos os bons e menos bons condutores da vida eu desejo um bom período de descanso e façam favor de rever as regras e os sinais do transito social... é que o “código da vida” vai sendo constantemente alterado e depois se cometemos uma infracção estamos sujeitos a uma multa... apesar de podermos um dia mais tarde em tribunal alegar “douta ignorantia” a verdade é que a contra-ordenação fica registada para sempre no cadastro da nossa vida!
 
Boas férias e boa condução pessoal e .... profissional!
 
Paulo / Julho de 2006
 
 
Domingo, 16 de Julho de 2006

FAZER DA VIDA UMA AGUARELA

Hoje à noite fui com alguns dos meus amigos à Ribeira beber um copo e no meio da confusão e dos barulhos ouço esta música vinda de dentro do bar... já a conhecia, mas não a tinha... pedi para me arranjarem e o Costa não perdeu tempo... Obrigado pá... Quando cheguei a casa, arranjei a letra e ouvi com mais calma... o calor fez-me suar pelos olhos...

Caríssimos:

Ainda não é o meu ppp para férias, mas é uma sugestão para todos em tempo de férias:

Não compliquem... façam da vida uma Aguarela colorida...

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cair num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul
vou com ela viajando o Havaí, Pequim ou Stambul
Pinto um barco à vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser....... Ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo
giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo ... que descolorirá
e com cinco ou seis retas é facil fazer um castelo ... que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.. que descolorirá

(Vinícius e Toquinho)

Simplesmente lindo... (clique aqui) http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm

Quinta-feira, 6 de Julho de 2006

PARAR PARA PENSAR EM OBRAS

Isto está em remodelação e vai ficar com uma imagem (os entendidos dizem template) mais fixe e mais ousada... O problema é que os senhores que mandam no servidor do sapo devem ter qualquer problema e desde segunda-feira que andamos nisto... ou as imagens não aparecem, ou as cores mudam (não é que eu tenha nada contra o cor de rosa pois até o acho muito giro) ... ja só peço que não me mudem os ppp's nem os comentarios de quem ainda tem paciencia para ler as minha pieguiçes...

Vamos la ver se amanha quando as imagens forem importadas para o bailogue a coisa ja não volta a dizer como ja me disse imensas vezes "error"

Antes preferia ver o sapo a fazer "roabitte" (acho que é coachar que se diz)

;-)

Façam o favor de ser felizes fazendo alguém feliz... eu por cá vou buscando paciencia para estas coisa da net.

Paulo

ppp do Paulo às 01:53
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Domingo, 2 de Julho de 2006

PEDAÇOS DE MIM

É ao som de “too much love will kill you” que hoje escrevo este parar para pensar e apesar de não poder provar, digo-vos que algumas lágrimas – que não sei ainda se são de alegria ou de dor – escapam-se pelas bochechas da minha cara e teimam em molhar o teclado do computador, enfim!
Fico muito feliz por confirmar que as pessoas ainda sabem amar, e falo do amor genuíno e verdadeiro e não de cacas que muitas vezes nos querem fazer engolir… é que o amor genuíno e verdadeiro é apenas um nada que se transforma num tudo, se o soubermos interpretar e deixar viver como um momento que nos enche de tal forma que muitas vezes se manifesta em lágrimas ou em gestos únicos e espontâneos que nunca, nem ninguém apagará da nossa memória - um misto de dor e alegria numa chama que arde sem se vêr... talvez por isso quem ame realmente, acabe sempre por se consumir ou morrer nesse e desse amor eterno e quem não ame na verdade, se limite simplesmente a uma procura sequiosa de uma água que nunca mata a sede e que, infelizmente, vai provocando cada vez mais sede, a ponto de transformar em más as pessoas que, na sua natureza e espírito, são originalmente boas – JC lá tinha as suas razões quando disse à Samaritana que a água dela apenas matava a sede no momento, mas a água que Ele tinha (ou ensinava) era diferente… era uma água de vida eterna!
Depois deste entretanto um tanto ou quanto longo, chego ao motivo deste ppp …
Antes de mais muito obrigado a todos os que se fizeram presentes numa data que me é muito especial: o meu aniversário.
No dia anterior, ao jantar com um amigo de longe fui presenteado com uma garrafa de “Porto Ferreira” – talvez um sinal para que esta nova amizade (que já fez desbloquear alguns sentidos da minha vida) perdure no tempo e se torne como o vinho do Porto, aromática, gostosa e quanto mais velha, melhor!
Mal o relógio anunciou o início deste dia, chega uma mensagem escrita de alguém que me é muito querido e precisamente ao começar o dia, quis ser o primeiro! O dia ainda ia ter muitas surpresas… dezenas de chamadas de amigos e amigas de perto e de longe e com quem infelizmente os stresses da vida não me dão tempo de falar… dezenas de sms’s que em pouco tempo encheram a caixa do telemóvel… o dia continuou com a festinha de anos feita pelos meus colegas de trabalho que me presentearam com uma “colega saída da caixa” e uma gravata de um senhor chamado “Victor Emanuel” que eu não sei quem é!.. Fiz um desejo ao soprar as velas que não disse aos presentes, mas posso aqui revelar: que a paz, o bom senso, o companheirismo, a bondade, a compreensão e ... voltasse a reinar entre os presentes – vamos lá esperar para ver se também com a minha ajuda e, uma vez mais, com as mãos no leme este meu desejo de saber aproveitar a força dos ventos poderá ajudar a levar este barco de todos a bom porto!
Mas as surpresas boas ainda não terminaram…
Sempre a correr, para variar, vou preparar a festinha de anos para a família e para os amigos da comunidade… o telefone teimava em não parar de tocar… o enorme bolo (de 5 quilos) tinha escrito “parabéns amigos” o que fez os presentes comentarem “ não deveria de dizer “parabéns paulo?”… com cerca de cinquenta convivas e amigos, comeu-se, bebeu-se e cantou-se os parabéns a você… alguns deram prendas como forma de marcar o dia e de se fazerem presentes na minha vida… e apenas diante de todos e já no fim abri a prenda da rapaziada que este ano me quis vestido dos pés à cabeça – Obrigado malta, fica muito fixe e eu gostei…
Bem, o dia já ia longo e no meio das corridas, tempo ainda para tomar um copo rápido e depois, regresso a casa pois no dia seguinte tinha de estar preparado para amainar as velas do barco do trabalho…
Chego a casa e começo a abrir os presentes… coisas giras e boas que guardo ou utilizarei e, entre estas algumas especiais que me fizeram corar a alma e deixar soltar mais umas gotas de água salgada pelo canto dos olhos…
Um livro que muito tinha ouvido falar e muito queria ler, veio ter comigo pelas mãos de um bom amigo que ás vezes fala comigo à luz de uma vela que habitualmente arde até ao fim…. Já é o meu companheiro de cama (o livro) e digo-vos que supera os comentários que ouvi!
Bem, a saga da abertura de prendas continua e de repente surge uma caixa de bombons feitos por uma amiga e cujo recheio não eram mais do que “pedaços de mim” numa compilação de textos deste blogue - a verdade é que é já um protótipo do livro que eu ando para escrever e editar há anos!
Entre outras coisas boas que fui recebendo, eis que termino a saga das prendas com um ser vivo que vai precisar da minha atenção e do meu carinho: pelas mãos de um bom amigo recebo uma planta que, à semelhança do que tento fazer com os meus amigos, vou ter de cuidar, podar, transferir e até regar… e estar atento a ver se nenhuma “erva daninha” se vem instalar por estes lados da amizade.
Terminam as prendas mais importantes com aquela que há já alguns anos, duas criaturas que em parte também me ensinaram a amar, me deram de forma gratuita e no mais cúmplice e intimo amor: a vida que hoje tenho e que me foi dada pelos meus pais.
 
No simbolismo destes presentes reconheço a amizade que se alimenta e vive de pedaços de amor…
O vinho do porto aromatiza sempre apesar de ser velho ou novo, mas é necessário viver o momento para melhor o saborear;  
A roupa que nos veste da cabeça aos pés, serve também para nos agasalhar e torna-se bonita se assentar bem e tiver sempre cores de alegria;
O livro é uma boa companhia na cabeceira para o espírito e tal como as velas, arde até ao fim e muitas vezes até em situações de vida as palavras nos fazem arder;
Os pedaços de mim, são os bocados de vida doce ou um pouco amarga que vamos deixando para outros e que muitas vezes se revelam em gestos de amizade;
A planta é uma forma frágil do tal presente que recebi dos meus pais, e que precisa de um ou vários jardineiros ao longo da vida, para atingir a sua maturidade.
 
Caríssimos:
Talvez por todas estas coisas da vida, o amor (verdadeiro) quando é vivido em pleno, acabe por ser também uma causa de morte (mas não a primeira em Portugal pois essa é por causa do coração, mas por via de vícios menos saudáveis) … de uma morte para o ódio, para a violência e para o maldizer, mas ao mesmo tempo de vida para a vida… Afinal o essencial está escondido aos olhos e na verdade o amor não se vê: sente-se, deixa-se crescer, prova-se, decifra-se e aceita-se como algo que se vive no momento e que pode ou não perdurar para sempre.
Está nas nossas mãos e no nosso coração inteligente, deixa-lo crescer…
 
E com isto desviei-me do assunto principal que era agradecer a todos os que de uma forma ou de outra estiveram presentes neste dia importante da minha vida
Bem hajam.
se quiser ouvir a música, clique aqui > http://video.google.com/videoplay?docid=-4444684547914310291&q=to+much+love+will+kill+you
Paulo / Julho de 2006  

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