Terça-feira, 29 de Junho de 2010

NA TERNURA DOS 40

Hoje é um dia especial para mim... celebro mais uma ternura dos quarenta! Neste dia em que se comemora também o 110º aniversário de nascimento de Antoine de Saint-Exupéry, partilho convosco imagens da minha vida ao som de uma canção de Paco Bandeira.

Obrigado a todos os que (aínda) se lembram de mim.

 

Domingo, 6 de Junho de 2010

OS 3 "SANTOS POPULARES"

Hoje de manhã, bem cedo, reuniram-se os 3 "Santos Populares" ali bem perto de Lamego...

Aqui ficam as respectivas identificações:

à esquerda S. JOÃO (SANTOS) - meu avô paterno - com uns olhos azuis lindos de 95 anos, cansados mas ainda atentos e brincalhões que me contaram mais uma das suas historinhas... à direita S. PEDRO (SANTOS) - meu pai que apesar de se chamar Joaquim é conhecido como Pedro - também já com cabelos brancos e cansados dos seus 68 anos, mas que durante a viagem de ida e volta me passou mais vida... a fazer a fotografia, S. PAULO (SANTOS) que de Santo nada tem e que também apesar de ja algo cansado da vida e com os 42 anos de cabelo grisalho, continua a lutar anunciando e denunciando mas, quando olha para esta fotografia, fica com os olhos humidos da sua fraqueza ao saber que não poderá manter eternamente viva esta bela imagem dos seus dois pilares de vida.  Faltou o S. ANTÓNIO que, por obrigações inerentes à sua festa do proximo dia 12, não pode estar presente :-)

 

 

Paulo A. Santos

 

ppp do Paulo às 21:00
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

MACHADADAS E MARTELADAS

Errare humanum est - diziam os nossos antepassados latinos - mas, apesar desta verdade ser um facto, acredito que a vida dá-nos a liberdade de optar perante as “erupções vulcânicas do dia a dia” para que, propositadamente, sejamos nós próprios a ultrapassar as nossas limitações, precipitações, possessões e desconfianças e aprendamos - sempre - com os erros…

Como estamos a chegar às tradicionais festas de São João na minha cidade Invicta, e neste tempo ainda persiste a tradição de dar umas marteladas, partilho convosco esta historinha...

 

Havia um Lenhador viúvo que acordava de manhã cedo para trabalhar o dia inteiro cortando lenha, e só terminava o trabalho quase ao anoitecer. Esse Lenhador tinha um filho lindo, de poucos meses e uma Raposa, sua amiga, que tratava como um animal de estimação e na qual depositava a sua total confiança.
Todos os dias o Lenhador ia trabalhar e deixava a Raposa cuidar do seu filho. Todas as noites ao regressar do trabalho, a Raposa ficava feliz com sua chegada, enroscava-se nas pernas do seu" dono" e às vezes até dormia aos pés da cama... Os "vizinhos" do Lenhador estavam sempre a alertá-lo para o facto de que a Raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era bom que ele depositasse tanta confiança nela pois se ela sentisse fome naturalmente seguiria os seus instintos e comeria a criança. O Lenhador sempre contradizia os seus vizinhos e argumentava que isso seria impossível pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Mas os "vizinhos" insistiam: "Lenhador abra os olhos! A Raposa vai acabar por comer o seu filho... Quando sentir fome, a primeira coisa que ela fará é procurar comida e matará o seu filho!"

Um dia o Lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada ... O Lenhador sentiu suores frios e sem pensar duas vezes pegou no machado e bateu com ele na cabeça da pequena Raposa, matando-a instantaneamente... Em desespero, coreu para o quarto e encontrou o seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço... uma cobra, morta...

Pesaroso, o Lenhador enterrou o machado e a Raposa lado a lado e chorou a sua insensibilidade e precipitação.

 

Caríssimo(a) Amigo(a):

Ás vezes a nossa sensibilidade e confiança são subtilmente substituídas por estas distracções e desconfianças embaladas talvez por bocas e gestos mundanos que modelam a força das nossas precipitações. Humanamente falando, as nossas diferenças não permitem a existência de um modelo de justificações nem razões para estas machadadas, mas penso que como lenhadores de vida poderíamos e deveríamos estar mais sensíveis ao(s) outro(s) em vez de andarmos por aí a bater indiferenciadamente com o machado - ou com o martelo - na cabeça dos outros e daqueles que nos são queridos.

Aproveitemos estes “tempos difíceis” que - dizem - vamos atravessar, para enterrar-mos os "machados" das nossas distracções e evitar algumas machadadas que se podem revelar fatais para a nossa cabeça e para a cabeça dos outros.

Saibamos - como dizia a minha avó - ver, ouvir, cheirar, gostar e sentir com o coração...

 

Saudações de paz para todos

Paulo A. Santos

ppp do Paulo às 00:05
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